- A gente treina muito e não espera que isso aconteça. Não é a pior coisa do mundo, mas pode atrapalhar. Tenho seis dias para me adaptar aos patins. Todos os patinadores têm joanetes, então tenho de amaciar os patins sem me machucar. Confio na minha equipe, sei que vai ser difícil, mas dá tempo. O atleta brasileiro, consciente ou não, sabe superar os desafios, seja de falta de apoio ou qualquer outro. Consciente ou não, vou ter de superar e tentar fazer o meu melhor.
No ano passado, Marcel passou por uma situação parecida, antes do Mundial da categoria. Na ocasião, perdeu apenas as roupas da competição. Ele acredita que o prejuízo dessa vez foi maior.
- No Mundial do ano passado, estava me preparando para sair e minha roupa estava para chegar. Uma amiga minha ficou esperando na porta e fui para o aeroporto. Ela acabou sendo assaltada e fui para Portugal sem minha roupa. A sorte é que tinha amigos lá e consegui uma emprestada. Mas naquela vez, fiquei com os meus patins. Eu trocaria tudo pelos meus patins – afirmou o patinador, já na Vila Pan-Americana.
O patinador, que vai usar o tema da série de filmes do James Bond em Guadalajara, disse que uma roupa substituta já foi providenciada por sua equipe e chegará ao México perto da estreia, via Comitê Olímpico Brasileiro. Agora, ele quer deixar o incidente para trás.
- Agora, isso ficou no Brasil. Já me disseram que a polícia de Porto Alegre está atrás das coisas. Se acharem, ótimo, que mandem logo para cá. Mas não posso ficar com a cabeça presa lá.

0 comentários:
Postar um comentário