‘Na TV, o limite é sexo explícito e urinar no palco’, diz Fábio Porchat
Ligado em 220 volts, Fábio Porchat está terminando de gravar a terceira temporada de Tudo Pela Audiência, que estreia em 9 de maio no canal Multishow. Depois, vai se dedicar à criação de seu talk show na Record, com estreia prevista para setembro. Ao mesmo tempo, continua trabalhando no Porta dos Fundos e no teatro. O humorista diz que gosta de fazer várias coisas ao mesmo tempo e que pensa como um "fazedor de conteúdo". Apresentando um programa na TV paga em que tudo é possível, diz que "na TV, o limite é sexo explícito e urinar no palco".
Só que, na TV aberta, Porchat reconhece que nem tudo é possível e que, mesmo seu novo programa na Record entrando no ar à 0h15, terá limitações a superar. A emissora pertence a Edir Macedo, fundador da igreja Universal do Reino de Deus, mas o humorista insiste que não vai sofrer censura. "Muita gente falou que eu não poderia falar de religião, mas nunca vi o Jô [Soares] nem o Danilo [Gentili] falar de religião. O que eu quero é poder brincar com Record, com as pessoas e os programas de lá. Eles disseram que não vai ter problema nenhum", conta.
Porchat dá como exemplo de liberdade na Record o fato de poder entrevistar o padre Marcelo Rossi ou o padre Fábio de Mello. "Eles não vetam nenhum tipo de convidado. Tenho de falar de tudo, de tudo o que está acontecendo", declara, até com certa inocência. Qualquer funcionário da emissora paulistana sabe que lá não se faz qualquer menção à Igreja Católica, principalmente se for positiva.


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