Televisão

Ceará garante mais irreverência em novo programa: “Fico fora do normal”



Wellington Muniz, o Ceará, estreia nesta segunda-feira (25), no Multishow, o seu novo programa, “Ceará Fora da Casinha”. Depois das críticas que recebeu no ano passado com “A Grande Farsa”, o ex-Pânico garante que se dedicou mais a este novo projeto.

“Tem o roteiro que é muito bem elaborado, mas eu saio do roteiro e fico mais fora do normal. Com mais irreverência. Acho que isso, também, justifica o nome. Às vezes, você vai ficando mais comedido, se policiando mais. Eu falei, não, eu tenho que fazer o que sempre fiz desde o início da minha carreira – que é mostrar o que as pessoas não esperam em situações que saiam do roteiro”, disse ele ao “UOL”.

Ceará também elencou as diferenças em relação ao formato anterior: “Essa foi uma grande responsabilidade porque os holofotes estavam todos virados para mim por eu ter ficado 18 anos num grupo e ter saído dele para assumir um programa com a cara limpa. No “A Grande Farsa”, teve um lado muito bom porque criei 20 tipos autorais, e pude mostrar para o Brasil um lado que muitas pessoas não sabiam. Desta vez, no “Fora da Casinha”, vou estar perto do público, fazendo entrevistas nas ruas. O Jorgi Vench é um personagem novo. É um personal stylist que surgiu no ano passado no “A Grande Farsa”, mas numa cena muito curta de 30 segundos. O Multishow gostou e começamos a explorar mais. Ele aparece em vários episódios do programa. E tem também a Gaby Herpes, que a cada episódio entrevista uma personalidade”.

Muniz falou ainda de sua imitação de maior sucesso, Silvio Santos. “Quando criança, eu tentava imitar o Silvio. Eu tinha 13 anos, estava mudando de voz, e ficava uma porcaria. Não conseguia. Começou como uma imitação e depois que entrei na televisão passou a ser um personagem. Uma caricatura – e precisa tomar cuidado porque se exagera na tinta, acaba borrando e passando do ponto. Na televisão, eu me preocupei em ter o microfone igual, fazer os trejeitos, em ter uma roupa parecida, uma peruca igual. Eu lembro que no “Pânico” ficava vendo o Silvio no horário dele, que era mais cedo, para usar o mesmo figurino dele. Eu falava para o figurinista: “Ele está usando terno azul com risca de giz. Vamos usar igual”. Tinha essa preocupação, de não só agradar o Silvio, mas também deixar uma mensagem subliminar. Alguém iria notar que eu estava me inspirando naquele figurino que o Silvio usava naquele dia”, comentou.

Autor: Ferregui

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