Diretor sobre sexo gay em “Liberdade, Liberdade”: “Estou feliz por ter feito e pela Globo bancar isso”
A Globo está prestes a entrar para a história com a primeira cena de sexo entre homens das telenovelas. À coluna de Cristina Padiglione, o autor e o diretor de “Liberdade, Liberdade” falaram sobre a sequência.
“Estou muito feliz por ter feito essa cena e pela Globo bancar isso, não só essa questão da homossexualidade, mas voltar a abordar a questão do negro, a questão da violência contra a mulher, vários casos horrorosos, e isso vem num ótimo momento, em que a intolerância tem se mostrado tão nociva”, afirmou Vinícius Coimbra.
O profissional contou que pensou em formas para que André (Caio Blat) e Tolentino (Ricardo Pereira) não sejam repudiados: “A intolerância era um caminho, a gente tinha que tirar essa cena da situação homossexual e criar uma identificação com o público para que as pessoas se vejam naquela condição de não serem aceitas. Quando vi a cena, vi uma cena de amor e não de sexo, e tentei colocar o máximo de poesia para que o público torça por esse casal”.
No folhetim, a prática será vista como sodomia. “O julgamento vai acontecer aos olhos da sociedade, eles serão considerados culpados, mas o amor sempre redime tudo. As pessoas eram castigadas de modo muito severo, eles vão pagar caro por isso, mas o grande drama desses personagens é interno. Eles vão sofrer por serem quem são”, destacou o escritor Mário Teixeira.


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