“Escrevo olhando para o que o povo quer”, afirma Walcyr Carrasco
Com médias superiores a 30 pontos, “Eta Mundo Bom!” é a novela de maior audiência da faixa das 18 horas desde 2011.
Apesar do sucesso, Walcyr Carrasco não é viciado nos números obtidos com a história de Candinho (Sérgio Guizé).
“Minha conexão com a novela é emocional. Essas análises são do departamento de marketing. Se o autor fica preocupado com quanto vai dar [de audiência], não vai dar”, afirmou o autor em entrevista ao jornal “Folha de S. Paulo”.
Com uma fórmula simples e o desejo de transmitir uma mensagem de otimismo, “Eta Mundo Bom!” chega ao fim em agosto com índices mais altos do que aqueles registrados por “Velho Chico”. Na última quinta-feira (21), por exemplo, a trama das seis anotou 33 de média. Cada ponto equivale a 69,4 mil domicílios na Grande São Paulo.
Para Carrasco, há preconceito com os produtos populares. “Como se aquilo de que o povo gosta fosse uma coisa feia. Já fiz coisas bem fortes. Tenho ‘Prêmio Shell’ de teatro, mas isso não me faz escrever sem olhar aquilo que o povo quer”, esclareceu.
Mesmo com uma extensa lista de sucessos na TV, o que inclui “Verdades Secretas”, Walcyr não se preocupa com a audiência dos novos trabalhos.
“Fico feliz com o sucesso, mas não me prendo a ele. Essa visão mercadológica pode afetar o autor. Tem que escrever não pensando em vender. Eu não esperava ter um sucesso desses. A minha ideia era contar a história que desejava”.
O escritor também explicou que o principal desafio é aproximar-se dos telespectadores. “É intuição do autor. O público sempre nos surpreende. [O público] quer uma história bem contada”, finalizou.


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