Morre, aos 70 anos, o cineasta Hector Babenco
Morreu, na noite desta quarta-feira (13), aos 70 anos, o cineasta argentino Hector Babenco. O profissional estava internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, e sofreu uma parada cardíaca por volta das 23h.
Radicado no Brasil, o diretor fez importantes trabalhos para o cinema nacional, como “Pixote – A Lei do Mais Fraco” (1980; vencedor do Prêmio Leopardo de Prata, no Festival de Locarno), “O Beijo da Mulher-Aranha” (1984; indicado ao Oscar de melhor diretor) e “Carandiru” (2003; que faturou o Prêmio Especial do Júri e Público no Festival de Cinema de Havana).
Neste ano, Babenco lançou “Meu Amigo Hindu”, longa estrelado pelo astro internacional Willem Dafoe, que conta a história de um cineasta diagnosticado com câncer em fase terminal, baseado no período em que o próprio Hector enfrentou a doença em 1990.
“Fazer um filme é sempre um processo penoso, até doloroso, pelo esforço físico exigido. Mas a euforia quase histérica de ter conseguido representar tudo o que estava escrito no roteiro a partir da minha visão pessoal é um prazer único. Eu queria morrer dirigindo uma cena”, declarou o diretor ao site “Omelete” sobre sua última produção.
Babenco foi casado com a atriz Bárbara Paz entre 2010 e 2014.


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